terça-feira, 10 de março de 2015
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Um Pedaço do Rio Fora
dos Roteiros Oficiais
...mas nem por isso menos carioca.
"Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu
valor
Eu fui a Penha, fui pedir a padroeira para me
ajudar”
Ao contrário do que diz a música,
eu fui à Penha não para pedir mas, para agradecer. Subi os degraus sob um sol
escaldante ( às 10h30.) e cheguei à Igreja banhado de suor e exausto. Lá
chegando fiz o que é de praxe em uma igreja e depois desci as escadarias. Como ninguém é de
ferro, parei numa lanchonete, onde os funcionários e gerente me conhecem e fiz
um lanche,. Conversei, brinquei com eles e depois passei no supermercado para
fazer algumas compras básicas. Compras feitas, entrei no ônibus que me deixaria em casa. Como houve
mudanças com a implantação do BRT, esqueci que o ponto onde estava, passam
ônibus com dois destinos: o ponto final e a Tijuca. O que deveria ter pego. Mas
como podem concluir, peguei o que ia para o final. Depois de algum tempo,
percebi que ele estava se dirigindo à
Vila Cruzeiro, reduto do Adriano, não o romano mas o daqui mesmo e, nem por
isso, menos imperador. Resolvi relaxar e
ir até o final para pegar o de volta. Só que o ônibus começou a entrar em ruas
que não conhecia e, depois de algum tempo, me dei conta que estava no interior
da Vila. Ao perceber um ônibus em uma das esquinas com o letreiro Tijuca, resolvi
saltar é me dirigi a tal rua. Ao chegar,
o ônibus já havia saído. No local onde parei, embaixo de uma árvore, pois já era
quase uma hora da tarde, havia um muro em frente com alguns pneus e lixo em
combustão. Não pude deixar de pensar, diante daquela paisagem, no “microondas”.
Percebendo um senhor sentado na rua, perguntei se ali era ponto de ônibus e ele afirmou que sim.
Perguntei, ainda, onde encontraria um bar para tomar uma água. Depois de
agradecer, me dirigi ao bar que o senhor havia indicado, entrei, cumprimentei a todos e pedi
uma coca cola. O dono educadamente
sugeriu que eu sentasse, o que fiz. Paguei
e agradeci com o pedido gentil de volte sempre. Voltei ao ponto e com as bolsas nas mãos fiquei aguardando o ônibus.
Pela rua passavam motos pilotadas por rapazes sem camisas, outras com agregados
na garupa (namoradas, mulheres e filhos, acredito eu), vários mototaxistas com
seus respectivos passageiros, sem contar o número de carros de luxo que desfilavam
a minha frente. O foguinho (não confundi com o personagem de uma novela global)
a toda hora emitia um estalido que
lembrava tiro e me deixava tenso. Olhava a imensidão do morro em volta envolto
por “”nuvens” passageiras que com o
vento se vai”. Como todos estão cansados de saber, as nuvens não são passageiras e nem o vento as leva”. Estão lá e acredito que continuarão por muito
tempo, amedrontando gente que como eu ousa em enveredar pelas ruas do bairro,
ou fazendo a felicidade de outros. Finalmente, o ônibus veio e eu pude chegar
ao meu destino final: minha casa. Após o
que vivenciei , não pude deixar de pensar em Regina Casé e sua obsessão pela
periferia. Tenho que admitir que ela está certa. Ela é ameaçadora, estranha.
instigante, solidária, simples sem ser
simplória, com uma variedade de tipos e estilos impressionantes. Nela não há
espaço para o tédio. Tudo é muito elétrico e mutante. Não é por acaso que ela
toma a cada momento a fatia que lhe cabe por direito na cultura da cidade e, por extensão, do
país. É o espaço (personagens) segregado que Lima Barreto e João do Rio
transformaram em material de suas obras, se firmando agora pela voz de seus próprios personagens.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Saí para ir à padaria e chegando lá resolvi beber uma cerveja. De repente, comecei a conversar com outros fregueses sobre os times de futebol. A TV da padaria estava sintonizada na GloboNews, que anunciava uma pesquisa entres os parlamentares que amanhã estarão reunidos em Brasília, sobre as preferências futebolísticas. A maioria, como não poderia deixar de ser, é flamenguista, depois vinham na preferência, Corinthians, Fluminense, Botafogo e finalmente ele.... Será que alguém tem coisa melhor para aproximar as pessoas num bar, do que time de futebol? Duvido. Ao sair, me deparei com uma cena incrível. Em uma barraca que vende frutas e legumes, estava deitado um sujeito dormindo e, a sua volta. várias velas nas cores preto e vermelho acesas, alem de uma garrafa de cerveja. Infelizmente, não pude registrar a cena, pois tinha deixado o celular recarregando em casa. Uma pena!
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