terça-feira, 8 de outubro de 2013

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SENHORAS DIVAS

"O elo entre a diretora e as transformistas é o teatro Rival. Foi ali que o avô de Leandra, Américo Leal, levou para a ribalta homens vestidos de mulheres." Na entrevista com Rogéria, Camile K, Jane de Castro e Eloína, de forma bem humorada e inteligente é contada uma parte da História do Rio, marcada pela coragem, ousadia e transgressão, elementos presentes em qualquer agente de transformação do processo histórico de qualquer país. O melhor de tudo isso é que fui assistir ao jogo do Vasco e Flamengo com uma amiga (e acredite se quiser, vascaína. Mas de amigo (a) verdadeiro(a), se perdoa qualquer coisa). Depois do jogo continuamos conversando e aí veio a revelação que tem tudo a ver com essa matéria. Minha amiga tinha sido aluna de Laura de Vison, um transformista que durante o dia era professor de História da rede municipal, na região da Penha e, na rede particular(sem muita certeza) na Ilha do Governador. Nesses dois lugares foi um grande professor conhecido e respeitado pelos seus alunos. Lembrei de dois shows que assistir em uma casa de espetáculo que ficava na rua Santa Luzia , onde hoje fica o restaurante Delícia Tropical. E foi uma das coisas mais impactantes que assisti, devido ao talento de sua performance artística e que me remetia aos personagens dos filmes de Federico Fellini. Tenho certeza que se vivo estivesse, estaria participando desse movimento de resgate do papel do professor na sociedade, obrigação de qualquer professor de História que não queira trair a matéria que escolheu para lecionar. Até porque hoje não é dia de rock, plagiando e mudando a frase para o negativo da atriz Christiane Torloni, embora o rock também seja transgressor. HOJE É DIA DE LUTA.!.

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